Minha lista de desejos - atualizada em 23 de abril de 2013


Não sofra. Olha como sou fácil para presentear:

* Conjunto shampoo, condicionador e creme de cabelo da linha AMEIXA, do O Boticário. Confira AQUI do quê se trata.

* Uma colônia da linha ameixa. Veja.

* Par de fronhas bordadas 100% algodão.

*Colônia da Mahogani. CLIQUE AQUI paga ver as sugestões.  Tem Mahogani no Boulevard.

*Perfume POÊME, da Lacôme. Amo!  Clique AQUI para ver.

Algo da perfumaria Chamma da AmazôniaDuas sugestões: "Banho de Chuva" ou "Banho de Cheiro".

* Porta celular com ventosas. Se você não sabe do que estou falando clique  AQUI  para ver a imagem

* Caixa com sabonetes finos.

* Saída de banho.

* Um vale para uma seção no "Spa do Pé" ou no "Doctor Feet". Meus pés agradecem.

* Um dia de massagem relaxante em alguma clínica.



* Bijuterias da loja Imaginarium - (clique aqui) (no Iguatemi).

* CD "Um Bolero Por Favor" da Nana Mouskouri. Acho que você só vai achar na Internet.

* Um livro do Gabriel García Marquez. Pode ser "Memórias das Minhas Putas Tristes". Já li Amor nos Tempos do Cólera e Cem Anos de Solidão mas faz tempo e como são maravilhosos, aceito-os de novo.

*  DVD da ópera Carmem, da ópera Madame Butterfly ou  do ballet Gisele.

* "Uma fritadeira" tipo essa de preparar yakissoba: redonda, grande, de teflon e fundo ovalado (tipo concha).



*Processador/cortador de legumes como esse da foto. O do Polyshop é caro. Tem igualzinho no Boulevard, primeiro piso - mais barato.




    Um conto encomendado

    Em resumo, não havia nada de errado com aquela mulher. Nada objetivo. Mesmo assim ela se angustiava por tudo o que não lhe aconteceu na vida e por tanto tempo se prolongara aquele sentimento, que já nem sabia se  deveria ou não desistir dos seus sonhos.



    Sua avó lhe dizia que a frase "nunca desista dos seus sonhos" não era um bom conselho. Não podemos desistir dos sonhos que dependem de nós para serem alcançados mas outras  realizações são diferentes. Quando a realização do sonhos depende de outros... às vezes não vale a pena continuar.

    O pensador obssessivo é um pescador tolo fazendo barulho no mar dos mistérios da vida.


    Ela adorava ficar só.  Às vezes ia ao sítio da sua tia. Era bom. E lia, entrecortando as páginas com breves cochilos. Uma formiga, uma folha no rosto, um grilo... Cada hora era um pequeno evento que a acordava.  Só que um dia aconteceu uma coisa diferente.

    A semana havia sido muito difícil e aquela sexta feira apontava para a hora de "fugir".

    A noite parecia um pouco mais triste naquela localidade. Convidou a filha da caseira para tomar sopa e conversar. A menina era graciosa e um pouco tímida, mas eram amigas. Contava uns seis anos de idade. Nessas horas ela sempre fazia de conta que a menininha era sua. Pequena fantasia inocente, que a mãe da garota percebia mas não se incomodava. "- Talvez eu não possa ter filhos. Se não puder, se eles nunca vierem, essa será a minha filhinha secreta, do meu coração. Ela há de lembrar de mim, das histórias que contei, e me amará. Serei para ela uma espécie de fada madrinha. Ela nunca se esquecerá de mim nem eu me esquecerei dela."

    A garota era filha única de sua mãe e de fato chamava a moça de "tia" com uma doçura tão grande que em seu coração ela escutava como "mãe".  Sempre lhe levava um presentinho: um par de chinelinhos novos, calcinha, chocolate, roupinhas para a sua boneca, livro de colorir, biscoitos recheados. Sempre.

    Sábado pela manhã - linda manhã! Ficou na casa fazendo biscoitos de bichinhos com Marianinha. Depois do almoço preferiu retirar-se. Seu lugar preferido era aquela pé de jambo bem à beira do igarapé. Era um igarapé raso, de águas escuras e geladas. Refletia todas as árvores ao seu redor, como se dentro dele houvesse uma floresta de vidro. Abriu a esteira e sentou-se com seu livro para mais uma "viagem". Adorava Monteiro Lobato. Gostava de imaginar que entrando naquele lago, assim como aconteceu com Narizinho, ela poderia conhecer o Reino das Águas Claras. Talvez ficasse por lá. Talvez seu amor estivesse lá, no fundo do igarapé.

    Era lindo o Reino das Águas Claras descrito por Monteiro Lobato e o Sítio do Pica-Pau amarelo deveria ser  parecido com aquele, da sua tia. Eram tão criativas e envolventes aquelas cenas das aventuras que vez por outra ela mesma  interrompia a leitura para fechar os olhos e imaginar-se em um local assim, onde coisas absurdas poderiam acontecer.

    Se pudesse ir ao Reino das Águas Claras talvez fosse mais fácil ser feliz:, ter filhos, um lar, um homem apaixonado. Teria segurança, amigos, sua casa seria acolhedora, ela seria fluente e desembaraçada, uma mulher forte, uma mãe maravilhosa. Haveria cortininhas, almofadas, doces, roupas cheirosas e além das muitas plantas e flores delicadas e mimadas.

    Em dado momento caiu uma folha em seu rosto. Foi quando tentou abrir os olhos, mas não conseguiu. Nem se mexer. Parecia-lhe que estava acordada. Parecia ter ouvido umas galinhas cacarejando mas não conseguia fazer nada. Estava presa!  Aos poucos teve a sensação de estar escorregando para dentro do igarapé... Não sentia mais o livro em suas mãos. ele sumira ou... ou se tornava realidade. Conforme ia entrando na água seu olhos se abriram e... Nossa!  Aconteceu!

    Se era um delírio, um sonho ou meio-sonho, não importava. Haveria de acabar e ela se levantaria de lá para jantar e dormir mas por enquanto queria viver aquela loucura.

    Era lindo o seu "Reino das Águas Escuras".  Os peixes eram como pássaros: "voaram"  coloridos pelo seu trajeto. Plantas diferentes, pedras... Não parecia mais o fundo de um igarapé, mas o fundo do mar.

    Estava certa de que o tempo não passava pois em algum lugar do universo o tempo realmente não existe. Havia mesmo aprendido que o tempo é uma ficção e naquele momento isso lhe pareceu muito obvio.

    Ao manusear  uma estranha planta que encontrou, notou em sua mão uma aliança de ouro. Uma aliança? Achou estranho e mas não demorou pensando nisso proque havia coisas demais a chamar sua atenção.

    Havia até sereias! Falavam sem parar e riam muito. Uma delas, de cabelos verdes, aproximou-se. A voz parecia música, era estranhamente suave. Ela falava como quem fala em sonhos, em sussurros.  Conversaram muito. Foi quando ficou sabendo que sereias dormiam nas rochas submarinas e não tinham maridos. Disse isso quando olhou para a mão da moça, que tinha uma misteriosa aliança. Entre sereias não havia esse tipo de vínculo.  Reproduziam-se mas jamais deixavam de ser irmãos uns dos outros. Não formavam casais, apenas famílias.  Viviam em cardumes festivos e não conseguiam entender as idéias românticas dos humanos. Achavam suas vidas muito mais simples. E era.

    A menina-peixe disse também: "- Como você é feliz!   Adoro olhar sua casa azul, cravejada de pedrinhas. Seu marido é tão belo como um sereio, mas tem lindas pernas e te dá muito amor.  Não sinto necessidade disso, mas já sei como essas coisas lhes parece importantes. Esqueceu novamente onde mora?  É normal dar esquecimento em quem vem aqui. Mas não se preocupe, eu sei o caminho. Vou até lá com você. Está na hora do seu filhinho jantar."

    "- Que surpresa! Tenho um filhinho!"   Foi quando olhou para si e descobriu estar vestida com uma trama delicadíssima de algas, formando um vestido de malha verde, magnífico e longo. No pescoço, uma corrente. O pingente era a foto de um homem lindo pelo qual, na primeira olhada, se apaixonou. A sereia riu e disse: "Muito lindo o seu marido. Pena que não tem cauda. Vamos!"

    Depois de um longo caminho eparou-se com sua casa. Havia uma paz gostosa lá dentro e um cheiro de comida.

    Uma ansiedade opressiva tomou conta do seu coração. Era agora, exatamente agora que ela conheceria o amor da sua vida, o homem que a fez a mulher mais feliz do mundo! Com quem tinha um lar e um lindo filho. Quisera que esse sonho não acabasse jamais porque ela estava absolutamente feliz, como sempre sonhou.

    A porta estava aberta. Entrou ansiosa mas sorridente e ouviu alguém chamar  "mamãe!"  Correu cheia de amor, pronta para dar um abraço apertado naquele serzinho que nem conhecia mas já amava muito naquele lugar inexplicável. O menino tinha cabelos muito negros e os olhos também, como duas pedras de ônix. Agarrou-o sem saudade. Era como se nunca tivesse saído de perto dele; como se há anos estivesse ali, feliz e completa.

    Não tinha mais curiosidade em saber como era seu marido. De repente lembrou de tudo. Sabia como ele era, cada detalhe de seu corpo, o tom de sua voz, tudo! A comida já estava pronta à mesa e da porta ouvia o som de seus passos. Olhou-o e seu rosto era absolutamente familiar. Espantosametne familiar e nenhum sentimento exaltado de paixão tomou seu coração. Sentia um amor calmo e acostumado. Estavam juntos há anos!

    Conversaram muito, se amaram. Ao dormirem, de madrugada ela acordava vez por outra só para constatar que ainda estava ali. Era incrível ainda não ter sido novamente transportada para "o mundo seco". Chegou mais perto do seu marido, cheirou seus cabelos... Ele acordou, abraçou-a e voltou a dormir. Foi ao quarto da criança e lá estava seu lindo filho, tranquilo e aconchegado.

    Passeavam todos os finais de tarde, os três. Riam, brincavam. Na maioria das vezes não falavam em coisas sérias. Faziam planos de vaigens, imaginavam como o menininho seria quando crescesse, idealizavam outros filhos... A noite era só paz. Iam a festas, tinham muitos amigos. Nada lhe faltava.

    Uma manhã qualquer ela deitou a cabeça no ombro de seu querido e falou sobre aquele mundo e sobre  "o mundo seco" . Disse que não queria mais voltar para lá, pois nunca fora feliz naquele lugar. Queria ficar para sempre naquele "Reino das Águas Negras", que era o seu paraíso.

    O rapaz olhou profundamente eu seus olhos e disse que aquilo era impossível. Tanto no mundo seco quanto nas águas, TODOS os sonhos se acabam. A vida perfeita que ela tinha agora iria acabar, assim como a vida imperfeita acabava. A nossa existência é isso mesmo: alternância de épocas aparentemente boas com as aparentemente ruins. Ninguém sabe ao certo o que é bom ou o que é ruim porque as coisas boas tem sempre uma parte prejudicial e as coisas ruins tem semper um lado positivo.

    Ela assustou-se. Não, não queria voltar! como seria agora, sem seu filho? Sem o homem da sua vida?

    Ele falou, pacientemente, que TODAS as mulheres perdem seus filhos e os seus maridos um dia. Mais cedo ou mais tarde isso acontece. Ninguém tem ninguém para sempre.

    "-Não! Não! Não aceito isso!"   gritou a moça, com muito medo.
    "- Não depende de você aceitar! A vida é assim. 
    - "Não!"

    Por um momento ela parou e teve a nítida convicção de que morreria de amargura no momento em que perdesse aquela felicidade. Não podia, ela enlouqueceria! Esperou muito tempo por aquilo; não poderia acordar e tudo simplesmente acabar.

    Sentiu uma formiga percorrer seu braço. Formiga? Não havia formiga. Mas sentia. E sentia também o vento em seu rosto embora nas águas não houvesse vento, apenas ondas suaves. Percebeu que iria acordar e o pânico tomou conta de tudo. Quanto mais medo sentia, mais seu coração batia e essas batidas a despertaram completamente.

    Novamente estava ali, debaixo da árvore com o livro caído ao seu lado. Havia adormecido. Por quanto tempo? A tarde se despedia com matizes vermelhos no céu. Calculou que dormiu umas três horas seguidas. Seu pescoço doía ligeiramente e em seu vestido muitas folhas se acumularam.

    Ainda estava atônita com tudo: o sonho, a família que deixara ali dentro do igarapé. Que coisa estranha!

    Voltou para casa onde um silêncio acolhedor a esperava. "Melhor não pensar demais..." Mas pensou muito em seu travesseiro. Custou a dormir e quando adormeceu não teve sonhos. Era um sono em branco, estéril e leve.

    Passou a semana toda tentando traduzir o que lhe havia acontecido. Algo estranho havia sido operado dentro dela. Não foi sonho! Ela sentia seu lar, seu marido e filho dentro de seu coração. Sentia os anos que passaram misteriosamente juntos. Não sabia dizer como, mas era real.

    Olhou para dentro de si mesma e viu que, de tudo, restou uma saudade tranquila. É como se fosse idosa e há muitos anos aquilo tivesse acontecido. Era esse tipo de saudade, não saudade presente e desesperadora, mas saudade de quem olha fotografias amareladas.

    O grande sonho da sua mocidade se realizou completamente.  tudo aconteceu em algum lugar. Não saberia dizer como, se em outra vida ou dimensão. Havia um lugar onde ela foi casada e feliz. Havia um lugar onde um homem a amou profundamente.

    Ela agora estava completa.  Deve ter sido milagre. Agora sim ela seguiria sua vida em paz, sem frustrações.  Era real e era segredo. Ninguém acreditaria e ela não percisava que alguém acreditasse.  Não queria outro homem nem outros filhos. Já os teve e foi feliz pelo tempo que Deus lhe deu.

    Estranhamente a vida agora se sentia completa. Olhou de repente sua mão.... Que susto! ali estava uma velha aliança de ouro, arranhada, gasta. Sorriu e sentou-se novamente a mulher completa que sempre quis ser.

    Por que não?

    Por que não sair domingo de manhã, bater perna, olhar o mundo? Hoje finalmente peguei minha bicicleta e resolvi dar uma conferida no povo.

    Andar de bicicleta é muito mais agradável do que andar de carro. Você se sente voando, pára onde quer para checar qualquer coisa, olha tudo de perto, as pessoas... Sobe na calçada, se sente mais viva. Foi assim que me senti hoje: mais viva, mais "em contato". Carro aliena muito a gente. Fechamos todos os vidros e segue-se que nos tornamos intocáveis. Olhamos lá de dentro "os outros". De bicicleta você também é os outros, se sente mais vivo e é deliciosa a sensação. Você vê as crianças, os cachorros, os corredores, os outros ciclistas, as árvores, as folhas... tudo de perto. No carro é como assitir cinema em alta definição. Você vê mas parece que não está lá; está além ou aquém. Na bicicleta  focê está dentro do filme, faz parte e interage.

    Você está enganado: não acho que eu esteja exagerando.

    Deveriam parar de denegrir a imagem do domingo. Sair dizendo por aí que ele é um dia morto, feito apenas para virar e revirar na cama não é justo.

    O sábado é um dia ainda frenético no qual xingo todo mundo que está na rua. Não saíram na sexta a noite? Por que não vão dormir para eu poder sair em paz e resolver meus assuntos sem engarrafamento? Não, sábado ainda é dia de estress, ainda é "dia da semana" e de trabalho. Tô pra virar adventista só para militar contra isso.

    Domingo não, é diferente! E você só saberá disso se sair dessa murrinha e ir para a praça tomar água de coco. Domingo é o dia que vemos mais crianças circulando.

    Os mortos não se misturam. Há o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Acho que a gente tem mais é que se misturar, interagir, fazer parte dos cenários.

    RECONQUISTANDO PARAÍSOS

    Chimamanda Ngozi Adichie é uma escritora nigeriana, que nasceu em 15 de setembro de 1977, em Abba, no estado de Anambra. Cresceu na cidade universitária de Nsukka, no leste do seu país, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade John Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale. Sua primeira novela, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicada em 2003. A segunda novela, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamada em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicada pela editora Knopf/Anchor em 2006, e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.

    Certa vez, ela contou isto (para uma platéia):

    - Eu sou uma contadora de histórias e gostaria de contar a vocês algumas histórias pessoais sobre o que eu gosto de chamar "o perigo de uma história única". Eu cresci num campus universitário no leste da Nigéria. Minha mãe diz que eu comecei a ler com dois anos, mas eu acho que quatro é provavelmente mais próximo da verdade. Então, eu fui uma leitora precoce. E o que eu lia eram livros infantis britânicos e americanos. Eu fui também uma escritora precoce. E quando comecei a escrever, por volta dos sete anos, histórias com ilustrações em giz de cera, que minha pobre mãe era obrigada a ler, eu escrevia exatamente os tipos de histórias que eu lia. Todos os meus personagens eram brancos de olhos azuis. Eles brincavam na neve. Comiam maçãs. E eles falavam muito sobre o tempo, em como era maravilhoso o sol ter aparecido, apesar do fato que eu morava na Nigéria.

    Eu nunca havia estado fora da Nigéria. Nós não tínhamos neve, nós comíamos mangas. E nós nunca falávamos sobre o tempo porque não era necessário. Meus personagens também bebiam muita cerveja de gengibre porque as personagens dos livros britânicos que eu lia bebiam cerveja de gengibre. Não importava que eu não tivesse a mínima ideia do que era cerveja de gengibre. E por muitos anos depois, eu desejei desesperadamente experimentar cerveja de gengibre. Mas isso é outra história. A meu ver, o que isso demonstra é como nós somos impressionáveis e vulneráveis em face de uma história, principalmente quando somos crianças. Porque tudo que eu havia lido eram livros nos quais as personagensn eram estrangeiras, eu convenci-me de que os livros, por sua própria natureza, tinham que ter estrangeiros e tinham que ser sobre coisas com as quais eu não podia me identificar.

    Bem, as coisas mudaram quando eu descobri os livros africanos.

    Não havia muitos disponíveis e eles não eram tão fáceis de encontrar quanto os livros estrangeiros, mas devido a escritores como Chinua Achebe e Camara Laye eu passei por uma mudança mental em minha percepção da literatura. Eu percebi que pessoas como eu, meninas com a pele da cor de chocolate, cujos cabelos crespos não poderiam formar rabos-de-cavalo, também podiam existir na literatura.
    Eu comecei a escrever sobre coisas que eu reconhecia. Bem, eu amava aqueles livros americanos e britânicos que eu lia. Eles mexiam com a minha imaginação, me abriam novos mundos. Mas a consequência inesperada foi que eu não sabia que pessoas como eu podiam existir na literatura. Então o que a descoberta dos escritores africanos fez por mim foi: salvou-me de ter uma única história sobre o que os livros são.

    Eu venho de uma família nigeriana convencional, de classe média. Meu pai era professor. Minha mãe, administradora. Então nós tínhamos como era normal, empregada doméstica, que frequentemente vinha das aldeias rurais próximas. Então, quando eu fiz oito anos, arranjamos um novo menino para a casa. Seu nome era Fide. A única coisa que minha mãe nos disse sobre ele foi que sua família era muito pobre. Minha mãe enviava inhames, arroz e nossas roupas usadas para sua família. E quando eu não comia tudo no jantar, minha mãe dizia: "Termine sua comida! Você não sabe que pessoas como a família de Fide não tem nada?" Então eu sentia uma enorme pena da família de Fide.

    Então, num sábado, nós fomos visitar a sua aldeia e sua mãe nos mostrou um cesto com um padrão lindo, feito de ráfia seca por seu irmão. Eu fiquei atônita! Nunca havia pensado que alguém em sua família pudesse realmente criar alguma coisa. Tudo que eu tinha ouvido sobre eles era como eram pobres, assim havia se tornado impossível pra mim vê-los como alguma coisa além de pobres. Sua pobreza era minha história única sobre eles.

    Anos mais tarde, pensei nisso quando deixei a Nigéria para cursar universidade nos Estados Unidos. Eu tinha 19 anos. Minha colega de quarto americana ficou chocada comigo. Ela perguntou onde eu tinha aprendido a falar inglês tão bem e ficou confusa quando eu disse que, por acaso, a Nigéria tinha o inglês como sua língua oficial. Ela perguntou se podia ouvir o que ela chamou de minha "música tribal" e, consequentemente, ficou muito desapontada quando eu toquei minha fita da Mariah Carey. Ela presumiu que eu não sabia como usar um fogão.

    O que me impressionou foi que: ela sentiu pena de mim antes mesmo de ter me visto. Sua posição padrão para comigo, como uma africana, era um tipo de arrogância bem intencionada, piedade. Minha colega de quarto tinha uma única história sobre a África. Uma única história de catástrofe. Nessa única história não havia possibilidade de os africanos serem iguais a ela, de jeito nenhum. Nenhuma possibilidade de sentimentos mais complexos do que piedade. Nenhuma possibilidade de uma conexão como humanos iguais.

    Eu devo dizer que antes de ir para os Estados Unidos, eu não me identificava, conscientemente, como uma africana. Mas nos EUA, sempre que o tema África surgia, as pessoas recorriam a mim. Não importava que eu não soubesse nada sobre lugares como a Namíbia. Mas eu acabei por abraçar essa nova identidade. E, de muitas maneiras, agora eu penso em mim mesma como uma africana. Entretanto, ainda fico um pouco irritada quando se referem à África como um país. O exemplo mais recente foi meu maravilhoso voo de Lagos, dois dias atrás, não fosse um anúncio de um voo da Virgin sobre o trabalho de caridade na "Índia, África e outros países".

    Então, após ter passado vários anos nos EUA como uma africana, eu comecei a entender a reação de minha colega para comigo. Se eu não tivesse crescido na Nigéria e se tudo que eu conhecesse sobre a África viesse das imagens populares, eu também pensaria que a África fosse um lugar de lindas paisagens, lindos animais e pessoas incompreensíveis, lutando guerras sem sentido, morrendo de pobreza e AIDS, incapazes de falar por elas mesmas e esperando serem salvos por um estrangeiro branco e gentil. Eu veria os africanos do mesmo jeito que eu, quando criança, havia visto a família de Fide.

    Eu acho que essa única história da África vem da literatura ocidental. Então, aqui temos uma citação de um mercador londrino chamado John Locke, que navegou até o oeste da África em 1561 e manteve um fascinante relato de sua viagem. Após referir-se aos negros africanos como "bestas que não tem casas", ele escreve: "Eles também são pessoas sem cabeças, que “têm sua boca e olhos em seus seios.” Eu rio toda vez que leio isso, e deve-se admirar a imaginação de John Locke. Mas o que é importante sobre sua escrita é que ela representa o início de uma tradição de contar histórias africanas no Ocidente. Uma tradição da África subsaariana como um lugar negativo, de diferenças, de escuridão, de pessoas que, nas palavras do maravilhoso poeta, Rudyard Kipling, são "metade demônio, metade criança".

    E então eu comecei a perceber que minha colega de quarto americana deve ter, por toda sua vida, visto e ouvido diferentes versões de uma única história. Como um professor, que uma vez me disse que meu romance não era "autenticamente africano". Bem, eu estava completamente disposta a afirmar que havia uma série de coisas erradas com o romance, que ele havia falhado em vários lugares. Mas eu nunca teria imaginado que ele havia falhado em alcançar alguma coisa chamada autenticidade africana. Na verdade, eu não sabia o que era "autenticidade africana". O professor me disse que minhas personagens pareciam-se muito com ele, um homem educado de classe média. Minhas personagens dirigiam carros, elas não estavam famintas. Por isso elas não eram autenticamente africanas.

    Mas eu devo rapidamente a crescentar que eu também sou culpada na questão da única história. Alguns anos atrás, eu visitei o México saindo dos EUA. O clima político nos EUA àquela época era tenso. E havia debates sobre imigração. E, como frequentemente acontece na América, imigração tornou-se sinônimo de mexicanos. Havia histórias infindáveis de mexicanos como pessoas que estavam espoliando o sistema de saúde, passando às escondidas pela fronteira, sendo presos na fronteira, esse tipo de coisa. Eu me lembro de andar no meu primeiro dia por Guadalajara, vendo as pessoas indo trabalhar, enrolando tortilhas no supermercado, fumando, rindo. Eu me lembro que meu primeiro sentimento foi surpresa. E então eu fiquei oprimida pela vergonha. Eu percebi que eu havia estado tão imersa na cobertura da mídia sobre os mexicanos que eles haviam se tornado uma coisa em minha mente: o imigrante abjeto. Eu tinha assimilado a única história sobre os mexicanos e eu não podia estar mais envergonhada de mim mesma. Então, é assim que se cria uma única história: mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa, repetidamente, e será o que ele se tornará.

    É impossível falar sobre única história sem falar sobre poder. Há uma palavra, uma palavra da tribo Igbo, que eu lembro sempre que penso sobre as estruturas de poder do mundo, e a palavra é "nkali".

    É um substantivo que livremente se traduz: "ser maior do que o outro". Como nossos mundos econômico e político, histórias também são definidas pelo princípio do "nkali". Como são contadas, quem as conta, quando e quantas histórias são contadas, tudo realmente depende do poder. Poder é a habilidade de não só contar a história de outra pessoa, mas de fazê-la a história definitiva daquela pessoa. O poeta palestino Mourid Barghouti escreve que se você quer destituir uma pessoa, o jeito mais simples é contar sua história, e começar com "em segundo lugar". Comece uma história com as flechas dos nativos americanos, e não com a chegada dos britânicos, e você tem uma história totalmente diferente. Comece a história com o fracasso do estado africano e não com a criação colonial do estado africano e você tem uma história totalmente diferente.

    Recentemente, eu palestrei numa universidade onde um estudante me disse que era uma vergonha que homens nigerianos fossem agressores físicos como a personagem do pai no meu romance. Eu disse a ele que eu havia terminado de ler um romance chamado "Psicopata Americano" - e que era uma grande pena que jovens americanos fossem assassinos em série. É óbvio que eu disse isso num leve ataque de irritação.

    Nunca havia me ocorrido pensar que só porque eu havia lido um romance no qual uma personagem era um assassino em série, que isso era, de alguma forma, representativo de todos os americanos. E agora, isso não é porque eu sou uma pessoa melhor do que aquele estudante, mas, devido ao poder cultural e econômico da América, eu tinha muitas histórias sobre a América. Eu havia lido Tyler, Updike, Steinbeck e Gaitskill. Eu não tinha uma única história sobre a América.

    Quando eu soube, alguns anos atrás, que escritores deveriam ter tido infâncias realmente infelizes para ter sucesso, eu comecei a pensar sobre como eu poderia inventar coisas horríveis que meus pais teriam feito comigo. (Risos da plateia) Mas a verdade é que eu tive uma infância muito feliz, cheia de risos e amor, em uma família muito unida.

    Mas também tive avós que morreram em campos de refugiados. Meu primo Polle morreu porque não teve assistência médica adequada. Um dos meus amigos mais próximos, Okoloma, morreu num acidente aéreo porque nossos caminhões de bombeiros não tinham água. Eu cresci sob governos militares repressivos que desvalorizavam a educação, então, por vezes, meus pais não recebiam seus salários. E então, ainda criança, eu vi a geleia desaparecer do café-da-manhã, depois a margarina desapareceu, depois o pão tornou- se muito caro, depois o leite ficou racionado. E acima de tudo, um tipo de medo político normalizado invadiu nossas vidas.

    Todas essas histórias fazem de mim quem eu sou. Mas insistir somente nessas histórias negativas é superficializar minha experiência e negligenciar as muitas outras histórias que me formaram. A “única história cria estereótipos”. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem uma história tornar-se a única história.

    Claro, África é um continente repleto de catástrofes. Há as enormes, como as terríveis violações no Congo. E há as depressivas, como o fato de 5.000 pessoas candidatarem-se a uma vaga de emprego na Nigéria. Mas há outras histórias que não são sobre catástrofes. E é muito importante, é igualmente importante, falar sobre elas. Eu sempre achei que era impossível relacionar-me adequadamente com um lugar ou uma pessoa sem relacionar-me com todas as histórias daquele lugar ou pessoa. A consequência de uma única história é essa: ela rouba das pessoas sua dignidade. Faz o reconhecimento de nossa humanidade compartilhada difícil. Enfatiza como nós somos diferentes ao invés de como somos semelhantes. E se antes de minha viagem ao México eu tivesse acompanhado os debates sobre imigração de ambos os lados, dos Estados Unidos e do México? E se minha mãe nos tivesse contado que a família de Fide era pobre E trabalhadora? E se nós tivéssemos uma rede televisiva africana que transmitisse diversas histórias africanas para todo o mundo? O que o escritor nigeriano Chinua Achebe chama "um equilíbrio de histórias."

    E se minha colega de quarto soubesse do meu editor nigeriano, Mukta Bakaray, um homem notável que deixou seu trabalho em um banco para seguir seu sonho e começar uma editora? Bem, a sabedoria popular era que nigerianos não gostam de literatura. Ele discordava. Ele sentiu que pessoas que podiam ler, leriam se a literatura se tornasse acessível e disponível para elas.

    Logo após ele publicar meu primeiro romance, eu fui a uma estação de TV em Lagos para uma entrevista. E uma mulher que trabalhava lá como mensageira veio a mim e disse: "Eu realmente gostei do seu romance, mas não gostei do final. Agora você tem que escrever uma sequência, e isso é o que vai acontecer..." (Risos da plateia). E continuou a me dizer o que escrever na sequência. Agora eu não estava apenas encantada, eu estava comovida. Ali estava uma mulher, parte das massas comuns de nigerianos, que não se supunham ser leitores. Ela não só tinha lido o livro, mas ela havia se apossado dele e se sentia no direito de me dizer o que escrever na sequência.

    Agora, e se minha colega de quarto soubesse de minha amiga Fumi Onda, uma mulher destemida que apresenta um show de TV em Lagos, e que está determinada a contar as histórias que nós preferimos esquecer? E se minha colega de quarto soubesse sobre a cirurgia cardíaca que foi realizada no hospital de Lagos na semana passada? E se minha colega de quarto soubesse sobre a música nigeriana contemporânea? Pessoas talentosas cantando em inglês e Pidgin, e Igbo e Yoruba e Ijo, misturando influências de Jay-Z a Fela, de Bob Marley a seus avós. E se minha colega de quarto soubesse sobre a advogada que recentemente foi ao tribunal na Nigéria para desafiar uma lei ridícula que exigia que as mulheres tivessem o consentimento de seus maridos antes de renovarem seus passaportes? E se minha colega de quarto soubesse sobre Nollywood, cheia de pessoas inovadoras fazendo filmes apesar de grandes questões técnicas? Filmes tão populares que são realmente os melhores exemplos de que nigerianos consomem o que produzem. E se minha colega de quarto soubesse da minha maravilhosamente ambiciosa trançadora de cabelos, que acabou de começar seu próprio negócio de vendas de extensões de cabelos? Ou sobre os milhões de outros nigerianos que começam negócios e às vezes fracassam, mas continuam a fomentar ambição?

    Toda vez que estou em casa, sou confrontada com as fontes comuns de irritação da maioria dos nigerianos: nossa infraestrutura fracassada, nosso governo falho. Mas também pela incrível resistência do povo que prospera apesar do governo, ao invés de devido a ele. Eu ensino em workshops de escrita em Lagos todo verão. E é extraordinário pra mim ver quantas pessoas se inscrevem, quantas pessoas estão ansiosas por escrever, por contar histórias. Meu editor nigeriano e eu começamos uma ONG chamada Farafina Trust. E nós temos grandes sonhos de construir bibliotecas e recuperar bibliotecas que já existem e fornecer livros para escolas estaduais que não têm nada em suas bibliotecas, e também organizar muitos e muitos workshops, de leitura e escrita para todas as pessoas que estão ansiosas para contar nossas muitas histórias. Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias têm sido usadas para expropriar e tornar maligno. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar essa dignidade perdida. A escritora americana Alice Walker escreveu isso sobre seus parentes do sul que haviam se mudado para o norte. Ela os apresentou a um livro sobre a vida sulista que eles tinham deixado para trás. "Eles sentaram-se em volta, lendo o livro por si próprios, ouvindo-me ler o livro e um tipo de paraíso foi reconquistado." 
     
    Eu gostaria de finalizar com esse pensamento: Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso.

    Um minutinho - PENSE COMIGO

    Internacionalização da Amazônia

    Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
    sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

    O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

    "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

    "Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

    "Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
    diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

    "Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
    internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

    "Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
    Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

    "Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
    como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

    "Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
    mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

    "Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

    "Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

    2010: Cristais quebrados




    Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.

    Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

    Lula, já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: Dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

    E os “judeus” serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.

    Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como Petrobras, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América Latina”. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista…

    Na verdade, Lula, é o übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.

    Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra, ou mesmo Aécio Neves?

    Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs, como o da Petrobras, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.

    Confiram.

    *Ator

    O ponto "G" deles!


    "...Vamos concordar que nessa sociedade machista se uma mulher pensar em descer o dedinho dela até um lugar próximo do seu c* vai criar um clima tenso.
    Você pode até desejar, você pode ser descolado, você está esperando que ela ache logo esse tal desse ponto e te estimule mais…mas “quiquieuvoufalaremcasameldels?”...

    E atenção, o clássico fio terra está na lista! Siiiim, meus queridos leitores, massagear as terminações nervosas da próstata ajuda e muito, inclusive, resulta em ereção, mesmo que o homem não esteja psicologicamente e sexualmente excitado, é só uma reação que reflete na medula. Mas como eu sou legal e já estou até vendo as rugas de preocupação de vocês, meus queridos, vou dar uma dica que não envolve dedos dentro, mas vocês terão que confiar na parceira, ok?..."


    (Leia o texto completo CLICANDO AQUI - do site O CREPÚSCULO)

    A verdade dói - Arnaldo Jabor

    -Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

    Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
    Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

    Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...

    Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
    É coisa de gente otária.

    - Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

    Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

    Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai..
    Brasileiro tem um sério problema.
    Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

    - Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

    Brasileiro é vagabundo por excelência.
    O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo..

    O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

    Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

    - Brasileiro é um povo honesto. Mentira..

    Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
    Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
    Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

    O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

    - 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.

    Já foi.
    Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
    Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.

    Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
    Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

    - O Brasil é um pais democrático. Mentira.

    Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

    A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

    Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
    Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
    Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores)..
    Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

    Democracia isso? Pense !

    O famoso jeitinho brasileiro... Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
    Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

    No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
    Afinal somos penta campeões do mundo né?? ? Grande coisa...

    O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
    Dessa vergonha eles se safaram...

    Brasil, o país do futuro !? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

    Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...

    O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

    Para finalizar tiro minha conclusão:

    O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

    Só falta boa vontade. Será que é tão difícil assim?

    Lúcio Flávio Pinto condenado!


    AO CARO LEITOR

    Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.

    O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.

    O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.

    O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.

    As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.

    O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.

    O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.

    O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.

    Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.

    A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.

    Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.

    Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.

    Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.

    Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.

    O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
    Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.

    O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.

    Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.

    Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.

    Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.

    Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.

    Belém, 7 de julho de 2009

    Lúcio Flávio Pinto

    MERCADO DE AÇÕES - explicação definitiva


    Aprendendo sobre o mercado de ações com parábola.

    Uma vez, num vilarejo do interior, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria burros por R$10,00 cada. Os aldeões sabendo que havia muitos burros na região, iniciaram a caça aos burros.

    O homem comprou centenas de burros a R$10,00 e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça. Então o homem anunciou que agora pagaria R$20,00 por cada burro e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.

    Logo, os burros foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.

    O homem então anunciou que agora compraria cada burro por R$50,00! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.

    Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões:

    -Estão vendo todos estes burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vender a vocês por R$35,00 e quando o homem voltar da cidade, vocês podem vender de volta por R$50,00 cada!

    Os aldeões, espertos, pegaram em todas as suas economias e compraram quantos burros puderam do assistente. Na verdade compraram todos!

    Eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente burros por todos os lados.

    Desde quando legalidade e moralidade são sinônimos?


    Texto de Cora Rónai


    Na entrevista que deu à Veja esta semana, Michel Temer, a excelência mor, disse que, no Congresso Nacional, há “confusão entre o que se pode fazer e o que não se pode fazer”; disse ainda que “há falhas no controle”, e que “os erros de poucos não podem contaminar a instituição”.
    Como contribuinte às voltas com o assalto do imposto de renda, de um lado, e, do outro, o noticiário simplesmente obsceno da política, tive que respirar fundo e contar até dez -- várias vezes -- para não ter um ataque de fúria.

    Não basta ter cara de pau para dizer isso; é preciso também subestimar, em altíssimo grau, a inteligência dos leitores. Prevarique, excelência, já que ninguém lhe disse que prevaricar não se pode fazer, mas, por favor, não me chame de burra!

    Qualquer criança razoavelmente educada sabe, muito bem, o que pode e o que não pode fazer. Vai me dizer agora que um bando de marmanjos não sabe?! O fato de não existir regulamentação proibindo congressistas safados de levarem a família de férias às custas do contribuinte não significa, em absoluto, que qualquer congressista safado esteja automaticamente autorizado a fazê-lo.

    É mais do que evidente, para qualquer pessoa com um mínimo de dignidade e de boa fé, que verbas públicas não podem ser usadas para fins privados. Qual é a regra que está faltando para que a politicalha entenda isso?

    Em que mundo levitam as excelências que não percebem que os seus gastos nababescos custam o suor de brasileiros que trabalham de verdade? Em que mundo vivem as excelências que acham normal que seus filhinhos mimados torrem dezenas de salários mínimos em conta de celular, só assim? Em que mundo vivem as excelências que, não contentes em alugar jatinhos às nossas custas, ainda têm a petulância de posar como partes ofendidas?! Em que mundo, afinal, se homiziam essas excelências que, pegas em flagrante, reagem afirmando que “faltam regras claras”?!

    Ora, o que falta, excelências, é apreço à democracia, é amor pelo país, é compaixão pelo povo que trabalha de sol a sol e não tem escola, não tem hospital, não tem nada. O que falta é vergonha na cara.

    * * *
    Pior do que a roubalheira interminável que assistimos, se é que pode haver algo pior, é o seu leque malsão de efeitos colaterais. Eles podem ser ouvidos em qualquer lugar, nos cabeleireiros, nos ônibus, nos botecos, nos escritórios;
    eles podem ser lidos nas seções de cartas de leitores e na internet, das caixas postais que rosnam com abaixo-assinados e textos indignados aos blogs e caixas de comentários do noticiário.

    O mais deletério à nossa auto-estima é o argumento, repetido à exaustão, de que o congresso é a cara do país, e que a canalha que lá está nos representa à perfeição.

    Não é verdade.

    O Brasil é muito melhor do que os seus políticos. Olhem ao seu redor, na sua casa, entre os seus amigos e conhecidos: a maioria dos brasileiros é gente correta e batalhadora, ocupada em ganhar a vida. Essa maioria só sai no jornal como vítima:
    de assalto, atropelamento, bala perdida, burocracia, erro médico. A questão é que a política anda tão nojenta, mas tão nojenta, que causa repulsa às pessoas decentes.

    Outro péssimo efeito colateral da safadeza generalizada é a idéia de que não sabemos votar, e que não fizemos direito o nosso dever nas eleições: afinal, a maioria dos políticos está na vida pública graças aos votos dos seus eleitores. O problema é que só se pode votar bem quando há opções que permitam fazê-lo. E, pelo visto, não há opções.

    * * *
    O efeito mais perigoso de todos, porém, é que mais e mais se ouvem pessoas a favor do fechamento do Congresso: se ainda não perceberam, conversem um pouco na rua, leiam os fóruns na internet, prestem atenção. Vocês vão ver como esse sentimento se generaliza (sem trocadilho!). Não se pode nem falar em saudades da ditadura.
    Muitos jovens que nem eram nascidos naqueles maus tempos não entendem para que o país precisa de um legislativo que custa tão caro, dá tão mau exemplo e só legisla em causa própria. Do jeito que as coisas vão, está cada vez mais difícil defender o Congresso e, consequentemente, a democracia.

    É isso, sobretudo, que não devemos, nem podemos, perdoar a essa corja de traíras irresponsáveis. O Congresso não é a casa da mãe Joana, nem pertence aos camatas e sarneys da vida; ele pertence a todos nós, e o seu funcionamento, em plena liberdade, foi conseguido com muito sacrifício para ser, agora, tornado irrelevante em troca de seis dinheiros.

    * * *
    Para nós, cariocas, que tanto nos orgulhavamos de ter um parlamentar como Fernando Gabeira, e tanto nos empenhamos na sua campanha à prefeitura, fica, além de tudo, o gosto amargo da decepção. Nunca pensei, aliás, que pudesse usar essa palavra – decepção – em relação a um político, mas aí está. Continuo achando que, apesar de tudo, existe uma grande distância entre ele e a maioria dos seus pares; mas não há como negar a mancha na sua biografia, ou a dúvida entre o seu eleitorado. O que mais ele fez que apenas ainda não veio à tona?

    Do que mais vão se arrepender depois do flagra?


    (O Globo, Segundo Caderno, 23.4.2009)

    Balas de Estalo - trecho - Machado de Assis

    Primor do bom humor machadiano...

    "O Sr. Deputado Penido censurou a Câmara por lhe ter rejeitado duas emendas: — uma que mandava fazer desconto aos deputados que não comparecessem às sessões; outra que reduzia a importância do subsídio.

    Respeito as cãs do distinto mineiro, mas permita-me que lhe diga: a censura recai sobre S. Ex.ª não só uma, como duas censuras. A primeira emenda é descabidas. Ex.ª naturalmente ouviu dizer que aos deputados franceses são descontados os dias em que não comparecem; e, precipitadamente, pelo vezo de tudo copiarmos do estrangeiro, quis logo introduzir no regimento da nossa Câmara esta cláusula exótica. Não advertiu S. Ex.ª, que esse desconto é lógico e possível num país, onde os jantares para cinco pessoas contam cinco croquetes, cinco figos e cinco fatias de queijo. A França com todas as suas magnificências, é um país sórdido. A economia ali é mais do que sentimento ou um costume, mais que um vício, é uma espécie de pé torto, que as crianças trazem do útero de suas mães.

    A livre, jovem e rica América não deve empregar tais processos, que estariam em desacordo com um certo sentimento estético e político Cá, quando há alguém para jantar, mata-se um porco; e se há intimidade, as pessoas da vizinhança, que não comparecerem, recebem no dia seguinte um pedaço de lombo, uma costeleta, etc. Ora, isso que se faz no dia seguinte, nas casas particulares, sem censura nem emenda, porque é que merecerá emenda e censura na Câmara onde aliás o lombo e as costeletas são remetidos só no fim do mês? Nem remetidos são: os próprios
    obsequiados é que hão de ir buscá-los.

    Demais, subsídio não é vencimento no sentido ordinário: pro labore. É um modo de suprir às necessidades do representante, para que ele, durante o tempo em que trata dos negócios públicos, tenha a subsistência afiançada. O fato de não ir à Câmara não quer dizer que não trata dos negócios públicos; em casa pode fazer longos trabalhos e investigações. Será por andar algumas vezes na Rua do Ouvidor, ou algures? Mas quem ignora que o pensamento, obra secreta do cérebro, pode estar em ação em qualquer que seja o lugar do homem? A mais bela freguesa dos nossos armarinhos não pode impedir que eu, olhando para ela, resolva um problema
    de matemáticas. Arquimedes fez uma descoberta estando no banho.


    Mas, concedamos tudo; concedamos que a mais bela freguesa dos nossos armarinhos me leva os olhos, as pernas e o coração. Ainda assim estou cumprindo os deveres do cargo. Em primeiro lugar, jurei manter as instituições do país, e o armarinho, por ser a mais recente, não é a menos sólida das nossas instituições. Em segundo lugar, defendo a bolsa do contribuinte, pois, enquanto a acompanho com os olhos, as pernas e o coração, impeço que o contribuinte o faça, é claro que este não o pode fazer, sem emprego de veículo, luvas, gravatas, molhaduras, cheiros,
    etc."

    DO CONTRÁRIO COMO TERAPÊUTICA DA LIBERTAÇÃO - Fernando Pessoa

    "Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas políticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro hábito de polemista que consiste em levar a mal uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga freqüentemente. A gente inferior que usa opiniões continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez não seja tarde para estabelecer, sobre tão delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude científica.

    Se há fato estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentada sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo própria. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro conseqüentemente. Como, então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo Estádio de evolução tal desgraça seria natural.

    A coerência, a convicção, a certeza são, além disso, demonstrações evidentes – quantas vezes escusadas - de falta de educação. É uma falta de cortesia com os outros ser sempre o mesmo à vista deles; é maçá-los, apoquentá-los com a nossa falta de variedade.

    Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada tem a obrigação cerebral de mudar de opinião e de certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter não crenças religiosas, opiniões políticas, predileções literárias, mas sensações religiosas, impressões políticas, impulsos de admiração literária.

    Certos estados de alma da luz, certas atitudes da paisagem têm, sobretudo quando excessivos, o direito de exigir a quem está diante deles determinadas opiniões políticas, religiosas e artísticas, aqueles que eles insinuem, e que variarão, como é de entender, consoante esse exterior varie. O homem disciplinado e culto faz da sua sensibilidade e da sua inteligência espelhos do ambiente transitório: é republicano amanhã de manhã e monárquico ao crepúsculo; ateu sob um sol descoberto, e católico ultramontano a certas horas de sombra e de silêncio; e não podendo admitir senão Mallarmé àqueles momentos do anoitecer citadino em que desabrocham as luzes, ele deve sentir todo o simbolismo uma invenção de louco quando, ante uma solidão de mar, ele não souber mais do que da Odisséia.

    Convicções profundas, só as têm as criaturas superficiais. Os que não reparam para as coisas quase que as vêem apenas para não esbarrar com elas, esses são sempre da mesma opinião, são os íntegros e os coerentes. A política e a religião gastam dessa lenha, e é por isso que ardem tão mal ante a Verdade e a Vida.

    Quando é que despertaremos para a justa noção de que política, religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética – a estética dos que ainda não podem ser? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos de sinceridade e coerência tiver acostumando suas sensações a viverem independentemente se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida."

    Continuação... (Das mentiras contadas para as crianças)

    1 - Não pode entrar na piscina depois de comer! Faz mal!!!!
    Por que é mentira:
    Pode reclamar de barriga cheia! Entrar na piscina para se refrescar depois de comer não faz mal nenhum, exceto, é claro, se a água estiver numa temperatura extrema - muito gelada ou escaldante. O que pode ser perigoso é, até duas horas após a refeição, sair nadando feito um louco. A atividade física intensa faz o sangue, que deveria se concentrar na digestão, ser deslocado para acelerar os músculos, o coração e a respiração.(!) Se o problema não está na água, e sim na atividade física, é claro que tomar um bom banho de chuveiro após as refeições também está liberado.

    2 - Sai de perto da TV, que estraga a vista!
    Por que é mentira:
    A luminosidade e os raios emitidos pela telinha, de perto ou de longe, não causam danos permanentes nos olhos de ninguém. O máximo que pode rolar, momentaneamente, é um cansaço da vista ou um ressecamento do globo ocular, porque a pessoa “vidrada” na programação acaba diminuindo a freqüência das piscadas. Ler com pouca luz ou dentro de um carro em movimento pode até causar dor de cabeça, tontura e outros desconfortos, mas também não estraga a capacidade de visão.

    3 - Se você não ficar quieto, a caxumba ("papeira) vai descer!
    Por que é mentira:
    A caxumba em geral se manifesta pelo inchaço das parótidas, glândulas salivares que ficam abaixo da orelha. Ela realmente pode atacar outros tecidos, inchando também os testículos e dando a impressão de que a inflamação “desceu”. Mas isso só rola se o sistema imunológico da pessoa estiver fraca. Desde que não debilitem o sistema imunológico, os exercícios físicos estão liberados. Pouca gente sabe, mas a caxumba pode atacar diretamente os testículos sem se manifestar nas parótidas, ou seja, sem deixar a pessoa com aquelas típicas bochechas inchadas.

    4 - Videogame estraga a televisão!
    Por que é mentira:
    Essa lenda cheira mais a disputa pelo controle remoto… Os jogos eletrônicos desgastam a TV na mesma medida que novelas, partidas de futebol, telejornais… Ou seja, qualquer programação que mantenha o monitor ligado. Quanto mais tempo ele permanecer funcionando, mais cedo virão os problemas técnicos. Imagens estáticas exibidas por muito tempo podem “queimar” a telinha, deixando marcas permanentes. Mas isso vale tanto para games com contadores de pontos fixos como para canais de TV que exibem sua marca no canto da tela.

    5 - Se você tomar friagem vai ficar gripado!
    Por que é mentira:
    Gripes e resfriados são doenças respiratórias causadas por vírus que podem ser contraídos pelo ar ou por contato direto entre as pessoas. Até hoje, nenhum estudo provou que seres humanos submetidos a baixas temperaturas - a popular “friagem” - correm mais riscos de contrair essas doenças. Esse mito pode ser explicado porque, em dias mais frios, as pessoas passam mais tempo aglomeradas em ambientes fechados, o que facilita a contaminação. Além disso, alguns tipos de vírus da gripe se multiplicam mais no inverno.

    6 - Comer chocolate dá muita espinha!
    Por que é mentira:
    Alguns estudos até associam uma dieta rica em açúcar com o aparecimento de espinhas, mas não há nada especificamente condenando o chocolate. Além disso, a predisposição genética e as alterações hormonais - comuns na adolescência e em momentos de estresse - é que são os principais responsáveis pelas espinhas. Essa lenda pode ter surgido porque muitas pessoas tendem a consumir mais chocolate nos períodos em que estão mais tensas ou ansiosas - situações em que os hormônios ficam mais à flor da pele, estimulando as espinhas.

    7 - Passa um pouco de gelo nessa queimadura!
    Por que é mentira:
    Poucas mães acertam na hora de dar conselhos sobre como tratar uma queimadura. Em contato prolongado com a pele, o gelo também queima. Além disso, ele pode grudar e descolar a pele que protegeria o local atingido. Pasta de dentes, manteiga e qualquer outro produto caseiro também devem ser evitados. Em queimaduras leves, a melhor indicação é usar água fria para resfriar o local queimado e deixar o organismo se curar sozinho. Em queimaduras mais graves, corra para um hospital, ok?

    8 - Se não usar óculos, seu grau vai aumentar!
    Por que é mentira:
    A progressão ou estabilização do grau de deficiência visual acontece naturalmente e varia de pessoa para pessoa. Usar ou deixar de usar óculos não interfere nesse processo. As lentes só servem para corrigir as falhas oculares que atrapalham a formação da imagem. Os óculos para estrabismo (”vesguice”) educam os olhos a corrigir os movimentos descoordenados. Nesse caso, a falta de uso pode resultar numa acomodação permanente da visão com problemas.

    9 - Quem está com dor de garganta não pode tomar sorvete!
    Por que é mentira:
    Não caia nessa fria! A inflamação da garganta, que em geral aparece junto com gripes e resfriados, é causada por vírus - e, em alguns casos, por bactérias - que não têm nada a ver com um delicioso sorvete. Pelo contrário! Se a irritação da garganta estiver incomodando muito, um sorvetinho bem gelado até ajuda a aliviar a dor.


    10 - Se engolir o chiclete ele gruda no estômago!
    Por que é mentira:
    Digamos que essa não passa de uma meia-verdade… Graças ao muco das paredes estomacais, o chiclete não fica grudado ali. A tendência é que ele saia junto com as fezes. Mas, se você engolir muitos chicletes, pode dar o azar de eles obstruírem a saída do estômago ou do intestino. Aí, o jeito é apelar para uma cirurgia…O maior prejuízo que o chiclete provoca no estômago é que a mastigação constante “engana” o órgão: ele acumula suco gástrico à espera de um alimento. Como a comida não vem, esse suco acaba irritando as paredes estomacais, podendo causar uma gastrite.

    Trouble of the World - Mahalia Jackson

    "In the upper room" - Mahalia Jackson

    (Essa é a música da minha alma)


    (Veja a tradução ao final)






    In the Upper Room

    In the upper room with Jesus
    Sad, not here, blessed fears
    Daily there my sins confessing
    Beggin for his mercy sweet
    Trusting in his grace and power
    Seeking there His love in prayer
    It is then, Oh, I feel the Spirit
    As I sit with him in prayer

    Oh it's in the upper room with Jesus
    Oh it's in the upper room
    with my Lord and your God
    Well it's in the upper room
    Yes, it's in the upper room
    Well, it's in, in the upper room
    Talkin' with the Lord Oh my!
    Hallelujah Lord!

    In the upper room with Jesus
    Oh it's in the upper room
    Talking with my Lord, yes and your God!
    You know it's in the upper room
    It's in the upper room
    Lord, it's in, in the upper room
    Talkin' with the Lord Oh yes, God
    Hallelujah!

    In the upper room
    In the upper room
    In the upper room
    in the upper room
    In the upper room, Lord...
    In the upper room with Jesus
    Oh in the upper room
    Talking with my Lord, yes, and your God!
    You know I'm in the upper room
    It's in the upper room
    Lord, it's in, in the upper room
    Talkin' with the Lord Oh yeah, yeah
    Hallelujah

    It's in the upper room with Jesus
    Lord, I'm in the upper room
    Talking with my Lord, yes, and your God!
    You know I'm in the upper room yes
    I'm in the upper room
    Lord, it's in the upper room
    Talkin' with my Lord
    Oh, yeah

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    TRADUÇÃO

    No andar de cima com Jesus

    No andar de cima com Jesus
    Triste não, aqui abençoado
    Receios diariamente sendo limpos
    Os meus pecados
    Iniciando por sua misericórdia doce
    Confiando em sua graça e poder
    Buscando o Seu amor lá, em oração
    É então, Oh, eu sinto o Espírito
    Como eu sentar com ele, em oração

    Ah, é no "quarto superior" com Jesus
    Ah, é, no Cenáculo
    Com o meu Deus e vosso Deus
    Pois é quarto superior,
    Sim, é no andar de cima
    Lá que está o Cenáculo
    Falando com o meu Senhor
    Oh, Aleluia!

    No andar de cima com Jesus
    Ah, é, no Cenáculo
    Conversando com o meu Senhor,
    Sim o meu Deus!
    Você sabe que é na parte superior, no quarto
    É no aposento mais alto
    Com o Senhor
    Falando com o Senhor
    Oh, sim, Deus
    Aleluia!
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